terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Evitando as recaídas

 Este artigo estava no site Cyber Diet, tenho pensado se vale a pena me inscrever no programa e ver no que vai dar, mas ainda não sei. Alguém já usou?

Independente de qualquer coisa as dicas são legais.

Evitando as recaídas


Ao iniciar um programa de reeducação alimentar geralmente espera-se que a perda de peso se dê de maneira uniforme e não é raro ver pacientes desapontados quando o progresso não ocorre de acordo com o previsto
 
Momentos de recaída, em que parte do peso perdido é recuperado, são sentidos como fracasso e tendem a desencorajar o paciente a seguir em frente. Para que não se desista de atingir o objetivo do emagrecimento, deve-se buscar compreender os motivos pelos quais as recaídas ocorrem e, sempre que possível, elaborar estratégias para evitá-las.
Nos momentos em que o indivíduo consegue seguir o programa de reeducação alimentar, ele tende a experimentar uma sensação de auto-controle. Esta sensação irá persistir até que ele encontre uma situação de risco, que ameace sua capacidade de comandar o próprio comportamento.
 
Estudos apontam que entre as principais situações de alto-risco estão os estados afetivos positivos (momentos de alegria e excitação que ocorrem em situações sociais, como festas e reuniões informais) e estados afetivos negativos (momentos de tédio, tristeza e angústia). Quando confrontado com situações de risco, o indivíduo muitas vezes sente-se impotente e chega a pensar que não tem força de vontade para resistir às tentações e que está fadado a ser obeso por toda a vida.
“A peça chave é a realização de uma análise do próprio comportamento”
Ao invés de cultivar sentimentos de menos-valia é importante que a pessoa reconheça que os momentos de fraqueza nem sempre são conseqüência da falta de força de vontade, mas sim de falta de estratégias para enfrentar situações de alto-risco.
Para adotar uma estratégia que previna a recaída, deve-se analisar a relação entre um comportamento específico (ex: fazer bolo de chocolate para as visitas) e uma conseqüência indesejada (ex: devorar sozinho o bolo de chocolate). Esta análise permite que se perceba onde a falha se encontra e possibilita que se elabore uma estratégia de ação para lidar com ela (ex: na próxima vez, a pessoa pode vir a oferecer alimentos menos calóricos às visitas, para não comprometer seu plano alimentar).
Como se percebe, a peça chave é a realização de uma análise do próprio comportamento que pode ser feita individualmente, mas é certamente facilitada pelo trabalho de um psicólogo.
Culpar a si mesmo pela incapacidade de seguir o plano alimentar gera sentimentos negativos que nada contribuem para a manutenção dos hábitos desejados. Refletir sobre os motivos da recaída possibilita que se aprenda com os próprios erros e que se maximize as chances de acerto futuro.

Flávia Leão Fernandes
CRP 06/68043
Psicóloga clínica, Mestre em Psicologia pela Universidade de Londres, Inglaterra e especialista em Psicologia Hospitalar
com enfoque em obesidade.
               

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